Web 2.0: Remem, usuários, remem

Quer deixar um usuário alegre? Dê uma falsa sensação de poder para ele. E ainda lucre por cima disto. Por mais grosseiro que possa parecer, o balado conceito de Web 2.0 pode ser encarado como nada mais que um batalhão maestrado de empregados gratuitos. Explico.

Na última semana, a Bussiness Week botou Kevin Rose na capa, afirmando que a cabeça por trás do fenômeno Digg tinha lucrado US$ 60 milhões com o site colaborativo – contando sua participação nos estimados US$ 200 milhões referentes ao atual valor do site.

Rose se apressou a negar a informação na semana seguinte, alegando que não tinha dinheiro “nem pra comprar um sofá para sua sala”.

Com sofá de oito lugares com pele de alce ou um banco plástico Marfinite no meio da sala, é ingênuo imaginar que, mesmo que Rose não tenha tanta dinheiro, ele não tenha aproveitado tão bem os esforços alheios.

Em entrevista à Wired, Rose afirmou que sentou pra conversar com Rob Malda, fundador do onisciente Slashdot, sugerindo que o site listasse notícias conforme o gosto dos usuários.

Malda deu de ombros. Desde abril, o Digg tem mais tráfego que o Slashdot – o Alexa aponta o primeiro como 100º site mais visitado na web, contra uma tímida posição 165º do antes patrono.

(Agora, enterrar o Slashdot é um pouco de exagero, né não, Wired?)

O exemplo do Digg é o mais retumbante em uma onda que atingiu com força até mesmo a imprensa brasileira – a de aproveitar conteúdo criado pelos usuários.

Com o FotoRepórter e o vcReporter, Estadão e Terra colhem material do povão no mercado brasileiro. Lá fora, CNN, com seu I-Report, MSN, com o Citizen Journalists Report com seu aderiu à oportunidade de ter “um repórter a cada esquina ” (exagero meu, mas vá lá).

Mas dar poder à audiência é também ter um caldo enorme de assuntos desinteressantes. Pegar notícia no Google News e reescrever sem dar a fonte não tem relação nenhuma com o jornalismo social que se pretende com ações abertas pela grande mídia.

O jornalismo social não vai substituir a mídia tradicional – um jornalista ainda sabe expressar melhor um assunto de grande relevância do que um adolescente ranhento, né Minha Notícia, do iG?

Precisa responder qual sua escolha entre o pastiche e o original?

copiado do blog chá quente

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