Software Livre x Realidade

bom… um dos ultimos fusues da internet (pelo menos por aqui pelo wordpress) foi a entrevista do Sérgio Amadeu e do Júlio Neves no programa do Jo de sexta-feira. interessante eh verificar a diferenca entre a ‘propaganda oficial’ (do link acima) e a repercussao efetiva da entrevista. muito se falou da falta de informacoes do jo, do fato da globo que tem mais de 4000 licencas de rwindows ter feito a entrevista um desastre e etc… mas a questao eh: software livre eh realmente relevante para o usuario leigo? eu sou programador, mexo com informatica ha nao-sei-quantos-anos e digo: nunca usei software live como software livre, e sim como software gratis.

e o usuario comum, sera que vai sentir a diferenca?

o usuario comum nao tah nem um pouco interessado em liberdade pra mexer no codigo e coisas parecidas… pra ele o codigo nao existe! a coisa fica pior qdo vc veh que tem, na visao do usuario, de um lado programas ‘nao-livres’ pagos e nao pagos (os freeware), e do outro vc tem programas livres pagos e nao pagos (ok… vc nao paga pelo programa, mas pelo servico agregado, mas e dai? qual o usuario leigo q nao precisa de suporte?)

acho que o linux soh vai crescer mesmo quando descobrir que o usuario e as necessidades deles sao mais importantes do que qualquer coisa. nao adianta falar de inclusao de digital se o cara vai comprar um computador e nao vai saber tocar as musicas que ele quer, nao vai saber conectar na internet, nao vai poder olhar aqueles pps chatos que a gente recebe nas correntes, nao vai poder editar todos os seus arquivos doc, ppt e xls antigos…

conheco pelo menos uma pessoa que comprou um micro com linux e instalou o windows por cima em menos de seis meses de ‘tentativas frustradas de uso’…

2 Responses to “Software Livre x Realidade”


  1. 1 Elias outubro 10, 2006 às 2:34 pm

    Não adianta convencer o usuário comumzão a usar Software Livre na sua casa ou trabalho com o papo de Liberté, Egalité, Fraternité, mesmo. O mais socialista dos “usuários normais” vê o computador como uma ferramenta, um eletrodoméstico. A abordagem nresse caso precisa ir pelo lado funcional: É mais seguro, é mais fácil, é mais bonito, é mais rápido, trava menos, etc – e além de tudo é di gratis. Se o usuário contar com um bom suporte inicial (Do tipo: “Quer instalar um programa? Clica em aplicações, adicionar/remover, seleciona o programa que tu quer e clique em aplicar”), é capaz de ficar com o sistema pra sempre.

    Pra quem é mais “avançado”, curiosamente, a transição é mais dolorosa: é mais difícil abandonar hábitos antigos como rodar com privilégio máximo e baixar programas num superdownloads da vida. Além do mais, o usuário vai tentar reter todas as funcionalidades do sistema anterior, o que em geral é uma impossibilidade. Mas, curiosamente, esses são os que acabam aproveitando mais os benefícios do novo ambiente: A flexibilidade e a absurda facilidade em realizar tarefas complexas acabam compensando – ao menos praqueles que decidem ficar, claro :)

    Mas falar sobre inclusão social, por exemplo, aparentemente tem um efeito muito maior em quem escuta (pelo menos pra quem tem um mínimozinho de altruísmo). Porque aí não se trata do computador realizar suas próprias tarefas mesquinhas, e sim do computador melhorando a vida de outras – muitas – pessoas. Quando se fala do gasto que uma ONG com poucos recursos teria se usasse windows, cai a ficha, e o cara realmente entende o negócio. Aí toda a preucupação com o “como eu vou instalar? será que vai tocar as minhas músicas?” desaparece, e isso em geral é suficiente para a pessoa esquecer um segundinho seus próprios preconceitos e ir se informar mais sobre o assunto. Ou não.

    De uma forma ou de outra, eu acho Software Livre relevante ao cidadão comum, ao menos a longo prazo. É um fenômeno impressionante, e apesar da população ainda ser meio analfabeta digital, e assim que fizer a pré-escola no ramo vai descobrir o quanto é importante essa forma de desenvolvimento. Essa de “o usuário só se importa com que a máquina faça o que ele quer” tem um errinho: isso talvez não dure pra sempre.

  2. 2 isabella junho 27, 2009 às 10:29 am

    Oi jÔ SO SUA FÃ ADORO SEU TRABALHO NUM PERCO 1 DIA DO SEU PROGRAMA…TE ADORO!!

    BEIIJOOoS


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